Familiares relatam que pacientes atendidos pela Apae foram dispensados por corte de repasses da prefeitura em cidade do interior de SP
24/02/2026
(Foto: Reprodução) Corte de repasses ameaça atendimento em entidades de General Salgado
Os familiares relatam que pelo menos 11 pacientes, sendo parte deles diagnosticados com autismo, atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), estão sendo dispensados por corte de repasses da prefeitura em General Salgado (SP).
Conforme apurado pela TV TEM, o município informou que, desde janeiro, começou a reduzir em 30% o valor dos repasses para pelo menos seis entidades do município.
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Entre elas:
Apae;
Associação Padre Vitorino, que atende crianças em situação de vulnerabilidade social;
Lar dos Velhinhos;
Guarda Mirim;
Santa Casa;
Escolinha Nota Dez.
Além das crianças dispensadas, a direção da Apae afirmou às famílias que reduziu a carga horária de colaboradores ativos, o que levou ao desligamento de parte dos funcionários dos atendimentos ambulatoriais oferecidos na instituição. O serviço educacional se manteve.
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Entre os pacientes dispensados, está Ícaro, que é neto de Maria de Fátima. Em entrevista à TV TEM, a avó disse que o menino recebe atendimento na Apae em quatro especialidades médicas: terapia ocupacional, fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia. O medo da avó é de que Ícaro retroceda no acompanhamento, que deve ser contínuo.
“É muito importante porque ele é não verbal. A neurologista falou que ele está na fase, agora que ele está desenvolvendo, então tem que trabalhar muito a fala dele com a 'fono'. Ele precisa de no mínimo três vezes semanais, de uma hora. Ainda não estou em condições de pagar particular. Então, estou tentando correr atrás para ver ajuda de custo”, lamenta a avó.
Maria de Fátima teme que neto Ícaro fique sem atendimentos na Apae em General Salgado (SP)
Reprodução/TV TEM
Apae de General Salgado (SP)
Reprodução/TV TEM
O que diz a prefeitura
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que vai absorver os 11 pacientes dispensados da Apae e que o agendamento foi feito para o primeiro atendimento com os profissionais de terapia ocupacional, psicologia e fisioterapia.
Em relação à fonoaudiologia, a prefeitura informou que há uma dificuldade para a oferta mensal regular em razão da elevada demanda e da carga horária insuficiente de profissionais disponíveis na rede municipal. Por isso, não garante os atendimentos semanais nessa modalidade.
Diante disso, os alunos estão na fila de espera. A secretaria finalizou dizendo que deve abrir processo licitatório para contratação de profissionais capacitados da área, bem como na psicologia.
O Setor de Contabilidade da prefeitura também esclareceu em nota que a arrecadação do ano passado não foi suficiente para arcar com os repasses integrais.
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