Fórum de Guarulhos reforça segurança para júri do caso Gritzbach e suspende outras audiências a partir do dia 22
18/06/2026
(Foto: Reprodução) Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto na sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Reprodução/TV Globo
O Fórum de Guarulhos terá um esquema especial de segurança para o julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento na morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach. O júri está marcado para ocorrer entre os dias 22 e 26 de junho e levará o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a adotar medidas excepcionais na unidade.
Para garantir a integridade dos trabalhos e das pessoas envolvidas no julgamento, a presidência do tribunal determinou a suspensão das audiências de outros processos ao longo do período.
A medida foi adotada de forma preventiva. Durante os dias do júri, o fórum passará por um bloqueio temporário, com circulação restrita às pessoas diretamente ligadas ao caso. Segundo o tribunal, o objetivo é limitar o trânsito de testemunhas e partes de outras ações, reduzindo riscos de interferências ou contatos indevidos.
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O esquema contará com apoio de grupos táticos da polícia, que atuarão em conjunto com o policiamento rotineiro no monitoramento e na proteção das dependências do prédio.
O controle de acesso também será reforçado. A sala do júri tem capacidade para 80 pessoas e será ocupada apenas por magistrados, promotores, advogados, réus, jurados e servidores do tribunal. Não será permitida a entrada de público sem vínculo direto com o julgamento.
O júri pela morte de Antônio Vinícius Gritzbach terá início em 22 de junho, às 10h, no Fórum de Guarulhos.
Réus
Serão julgados o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Os três respondem presos pelos homicídios de Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais.
Eles também são acusados por duas tentativas de assassinato, já que outras duas pessoas ficaram feridas no episódio.
Testemunhas
Os promotores Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes arrolaram nove testemunhas de acusação.
Entre elas estão duas pessoas que estavam no terminal, foram baleadas e sobreviveram ao tiroteio; a viúva do motorista de aplicativo Celso Novais; os oficiais que participaram do Inquérito Policial Militar (IPM); Danilo Silva Lima, motorista e segurança particular de Vinicius; a delegada Luciana Peixoto, responsável pela investigação na Polícia Civil; e o perito responsável pelo relatório pericial que sustentou a denúncia.
As defesas dos réus indicaram dez testemunhas.
Outros réus
O réu Kauê do Amaral Coelho, conhecido como "Jub" ou "Jubileu" e apontado como o "olheiro", não será julgado nesta etapa. A defesa apresentou recurso e o processo foi desmembrado. Com isso, ele será levado a júri em data ainda não definida.
Outros dois réus, Diego dos Santos Amaral, conhecido como "Didi", e Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como "Cigarreira", "João Cigarreiro", "Bill" ou "Pai", apontados como mandantes do crime, estão foragidos.
Segundo o processo, eles não foram citados nem constituíram defesa, motivo pelo qual a ação em relação aos dois permanece suspensa.