Inspetor é investigado por estuprar alunos de 5 anos em escola no litoral de SP
06/08/2026
(Foto: Reprodução) Inspetor de alunos é investigado por estupro de vulnerável em escola de Itanhaém (SP). Imagens ilustrativas
Banco de dados e Divulgação/Prefeitura de Itanhaém
Um inspetor de alunos é investigado por estupro de vulnerável e ameaça contra crianças de cinco anos em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo a prefeitura, o funcionário foi afastado preventivamente.
As mães de dois alunos denunciaram o homem à Polícia Civil após suspeitarem que os filhos foram abusados sexualmente em uma sala na escola municipal Professor Walter Arduini, no bairro Balneário Gaivota. O g1 não localizou a defesa do funcionário até a última atualização desta reportagem.
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Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as investigações estão sendo conduzidas, sob sigilo, pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. A prefeitura instaurou um processo administrativo para apuração interna dos fatos (veja o posicionamento completo adiante).
Agora no g1
Denúncias
De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo g1, os abusos teriam ocorrido no dia 20 de julho, em uma sala próxima ao local onde ficam guardadas as lancheiras das crianças.
A mãe de um menino de cinco anos relatou que notou um comportamento atípico no filho, que recusava qualquer contato físico e estava estressado e choroso. De acordo com ela, a criança não quis tomar banho e se alimentou mal, passando a se queixar de dores nas regiões abdominal e glútea.
A mulher disse que perguntou sobre o que aconteceu, mas o menino afirmou que não queria falar. Ela relatou ter olhado para o glúteo do filho e reparado que estava vermelho, arranhado, inchado e com um corte aparente.
A mãe passou pomada no local e, no dia seguinte, questionou novamente a criança. O menino relatou que foi levado por um homem para um quarto com porta azul na escola, onde havia um computador e diversos brinquedos.
Segundo o relato da criança à mãe, o suspeito vestia roupas pretas, tinha um rádio na cintura e segurava uma arma na mão. No cômodo, ele teria entregado um brinquedo ao menor e, em seguida, dito que “queria tirar o mosquito que estava no seu bumbum".
Caso ocorreu em uma escola municipal de Itanhaém. Imagem ilustrativa
Divulgação/Prefeitura de Itanhaém
O menino relatou que sentiu dor e pediu para o homem parar, mas não foi atendido. Logo depois, ainda segundo o depoimento, o suspeito mostrou uma foto da casa do aluno, dizendo que sabia onde ele morava e mataria o menino e a mãe dele, caso contasse algo para a família.
De acordo com a mãe, o filho não disse quem era o agressor, mas afirmou que ele andava pela escola e ficava no portão da unidade. A família acionou a Polícia Militar e foi orientada a registrar o caso na delegacia especializada.
A mãe de outra aluna, também de cinco anos, procurou a polícia dias depois. Ela disse que a filha também se queixou de dores na região da virilha e do ânus. No entanto, a mulher não imaginava que os sintomas pudessem estar relacionados a um possível abuso dentro da escola.
Ela afirmou que só desconfiou do ocorrido após a mãe do outro aluno, que também seria vítima, relatar o caso.
A mulher contou que perguntou para a filha se o inspetor a levava para uma sala de brinquedos para assistir a desenhos. Segundo ela, a criança também confirmou a história, mas depois mudou a versão e começou a chorar intensamente, dizendo que não queria falar sobre o assunto porque tinha medo de que os pais morressem. Assustada com a reação da menina, a mãe também procurou a delegacia.
Secretaria de Educação de Itanhaém instaurou um processo administrativo
Divulgação/Prefeitura de Itanhaém
O que diz a prefeitura?
Em nota, a Secretaria de Educação de Itanhaém afirmou que repudia qualquer conduta que atente contra a integridade de seus alunos e “trata o caso com máxima prioridade e rigor”.
Segundo a administração municipal, o funcionário foi afastado assim que a secretaria foi informada sobre as denúncias. Além disso, um processo administrativo foi instaurado para apurar os fatos, enquanto a prefeitura mantém suporte e acolhimento contínuo às famílias.
“A Secretaria de Educação já colocou à disposição da Polícia Civil a íntegra das imagens do sistema de monitoramento eletrônico da unidade escolar e os relatórios técnicos da equipe do local, colaborando irrestritamente com as investigações”, informou a pasta.
Abuso sexual infantil
O g1 reuniu algumas orientações sobre como identificar sinais e proteger crianças do abuso sexual:
Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças