Motorista embriagado que matou adolescente atropelada e fugiu é condenado a 8 anos de prisão em Atibaia, SP
14/10/2026
(Foto: Reprodução) Acidente que matou adolescente aconteceu em 2023, em Atibaia
Reprodução
O instalador Clébio Damião Nunes Costa, de 42 anos, foi condenado a 8 anos de prisão em regime fechado por atropelar e matar a adolescente Isabella de Souza da Silva, em Atibaia, no interior de São Paulo. O caso aconteceu em 2023. O motorista estava embriagado e fugiu sem prestar socorro.
Clébio passou por júri popular na última semana e foi condenado por homicídio simples. A juíza Carolina Cheque de Freitas negou a possibilidade dele recorrer em liberdade.
O atropelamento aconteceu em 2023, na Avenida Jerônimo de Camargo, no bairro Caetetuba, em Atibaia. Policiais militares estavam perto do local do acidente, quando escutaram um forte barulho e viram Isabella ser arremessada.
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Em seguida, os policiais viram um carro preto em alta velocidade e iniciaram a perseguição até prender Clébio Damião Nunes Costa, que tinha 39 anos à época.
Menina de 14 anos é atropelada por motorista embriagado em Atibaia
Na abordagem, os policiais identificaram que Clébio estava "visivelmente embriagado, com olhos avermelhados, voz pastosa, andar cambaleante, palavras desconexas e forte odor etílico", segundo o boletim de ocorrência. O carro tinha danos na parte da frente e no para-brisa.
Isabella chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Universitário São Francisco (HUSF), em Bragança Paulista, e ficou internada durante uma semana, em estado grave, até a confirmação da morte cerebral. A família doou os órgãos da jovem.
A pena foi fixada em um terço acima do mínimo legal. A decisão considerou o fato de que ele dirigia embriagado, além da fuga do local do atropelamento sem prestar socorro à vítima.
A juíza também levou em conta o impacto do crime sobre a família e a tia da adolescente, que presenciou o atropelamento e viu a jovem, de 14 anos, morrer.
O que diz a defesa do condenado
Em nota, o advogado Valdir Felizardo de Oliveira, que faz a defesa de Clébio, informou que já interpôs um recurso contra a sentença e que o acidente "decorreu de uma sequência de circunstâncias inesperadas, tratando-se de uma fatalidade, e que os fatos devem ser analisados em sua integralidade, considerando-se o contexto em que tudo aconteceu".
Ainda na nota, a defesa informou que "o fato de Clébio ter ingerido bebidas alcoólicas não revela o acontecido, pois mesmo que não tivesse bebido, ainda sim o acidente teria acontecido, pela fuga inesperada da suposta vítima, que culminou a fatalidade".
"Nesse sentido, esclarecemos que o Sr. Clébio não deve ser considerado culpado antes da devida apreciação judicial dos fatos em todos os níveis".
Mãe comenta condenação de motorista que matou a filha dela atropelada
Mãe diz que condenação traz alívio, mas não diminui saudade da filha
A mãe de Isabela, Jéssica Santos, disse que a condenação do motorista a oito anos de prisão traz um sentimento de alívio após três anos de luta por justiça. Apesar disso, ela afirma que a perda da filha, que tinha 14 anos, continua deixando um vazio na família.
“Só de saber que ele não saiu mais uma vez pela porta da frente, eu já fico feliz e fico com o coração um pouco aliviado por conseguir fazer aquilo que eu prometi para minha filha num leito de hospital”, afirmou.
Jéssica também criticou o fato de o motorista ter permanecido em liberdade durante o processo. Segundo ela, a família precisou esperar por três anos pela decisão judicial, enquanto lidava com a saudade da adolescente.
Para a mãe, o caso também deve servir de alerta sobre os riscos de dirigir após consumir bebidas alcoólicas. Ela afirmou que quem assume o volante embriagado coloca em risco a própria vida e a de outras pessoas.
“Um carro na mão de uma pessoa embriagada acaba se tornando arma, que foi o que aconteceu no caso da Isabela”, disse Jéssica.
Ela também pediu que o motorista cumpra a pena determinada pela Justiça e lembrou que a família de outra vítima atribuída a ele também sofre com a perda de um ente querido.
“Espero que ele cumpra certinho, que a Justiça deixe ele lá cumprir a pena dele por tudo o que ele fez. Independente que não vai trazer a minha filha de volta, a outra vítima dele não vai voltar mais. Tanto a minha família quanto a família da outra vítima sofre até hoje”, afirmou Jéssica.
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