Padre Márlon Múcio deixa hospital após quadro grave e segue em recuperação em casa: ‘Graças a Deus’

  • 31/03/2026
(Foto: Reprodução)
Padre Márlon Múcio Divulgação O Padre Márlon Múcio, de Taubaté (SP), informou nesta terça-feira (31) que recebeu alta hospitalar após enfrentar um quadro grave de saúde ao longo do mês de março. Apesar de já estar em casa desde o último dia 27, ele explicou que preferiu não divulgar a informação antes devido à instabilidade da doença, que tem causado internações recorrentes. “Tive alta no dia 27, mas não compartilhei de imediato com meus seguidores, porque minha doença está bastante volátil. Eu já tinha ficado internado 22 dias neste mês de março. Voltei para casa e, três dias depois, fui internado novamente por mais quatro dias”, relatou. O padre passou por duas internações no período. A primeira foi quando foi diagnosticado com meningoencefalite — uma inflamação grave das meninges, membranas que revestem e protegem o cérebro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Durante o tratamento, o religioso chegou a ficar oito dias em coma induzido e perdeu mais de 27 kg. Ele relatou que a doença é considerada grave, pouco comum e com alto risco de morte, podendo deixar sequelas. Esse foi, segundo ele, o momento mais crítico do quadro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “A meningoencefalite é terrível. É gravíssima, pouco comum e muito letal. Precisa-se de intervenção urgente. Muito mais forte do que uma meningite, a meningoencefalite causa mais danos, inclusive deixa muitas sequelas. A mim parece que não ficou nenhuma sequela, mas espera-se 60 dias para a confirmação”, afirmou. Após receber alta na primeira internação, o padre voltou para casa, mas precisou ser internado novamente no dia 24 de março. Desta vez, o motivo foi uma queda acentuada da pressão arterial, que chegou a 5 por 3. “Dia 24 fui novamente internado porque estava com minha pressão arterial baixíssima: ela chegou a cair para 5 por 3. O mal-estar é terrível, você pensa que vai desmaiar e morrer mesmo”, disse. A segunda internação durou quatro dias. Ele recebeu alta no dia 27 e segue em recuperação em casa, com continuidade do tratamento. Em publicação nas redes sociais, o padre afirmou que o quadro foi “muito grave” e que ainda não pode receber visitas, já que está com a imunidade baixa. Ele também destacou que a evolução da doença ainda exige cuidados e monitoramento. “Dos 31 dias de março, eu fiquei internado 26. Graças a Deus e a você, já estou em casa, família amada! O tratamento continua aqui agora. Foi tudo muito grave. E sigo sem poder receber visita nenhuma, pois minha imunidade caiu muito”, contou. “Um dos médicos que cuidou de mim disse: ‘O senhor tem que escrever um novo livro contando das novas limonadas que o senhor fez com esses limões tão azedos’. Outro médico disse: ‘Nunca tinha visto alguém com meningoencefalite sobreviver. O senhor é mesmo um milagre vivo. Está vivo e sem nenhuma sequela. Isso é um milagre!’”, relatou. Padre Márlon Emilia Rodrigues e Darcio Fernandes Devido à doença, padre Márlon mantém uma rotina intensa de cuidados e faz uso diário de uma grande quantidade de medicamentos — em momentos mais críticos, chegou a precisar de múltiplas medicações simultâneas, inclusive por via intravenosa. Segundo relatos anteriores, ele chega a tomar mais de 300 comprimidos por dia - leia mais abaixo. Além da doença rara, Márlon também enfrenta episódios recorrentes de infecções e outras complicações clínicas, o que exige acompanhamento médico constante e adaptações na rotina. Padre Marlon Mucio Corrêa Silveira Laurene Santos/TV Vanguarda Histórico de saúde Padre Márlon Múcio convive com uma doença rara chamada Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD). A condição afeta o sistema nervoso e pode causar perda de audição, dificuldades respiratórias e fraqueza muscular. Ele foi diagnosticado aos 45 anos, mas apresentou os primeiros sintomas ainda na infância, quando perdeu a audição aos 7 anos. Por causa da doença, o religioso enfrenta uma rotina intensa de tratamento e precisa tomar cerca de 315 comprimidos por dia. Desde 2010, também utiliza um respirador de forma contínua para auxiliar na respiração. Nos últimos anos, o padre passou por diversas internações. Apenas em 2025, segundo ele próprio relatou nas redes sociais, foram 21 atendimentos e internações hospitalares, sendo oito delas na UTI. No fim de dezembro, Márlon chegou a ser internado com suspeita de infarto após sentir fortes dores. Na ocasião, os médicos investigavam se os sintomas estavam relacionados à doença rara ou a um problema cardíaco. Diagnosticado com Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), Padre Marlon é a pessoa mais velha com a doença no país Arquivo pessoal Atuação Além da atuação religiosa, Márlon Múcio também se tornou conhecido nacionalmente pela luta em defesa de pessoas com doenças raras. Ele é fundador da Comunidade Missão Sede Santos e também criou um hospital voltado ao atendimento de pacientes com doenças raras em Taubaté. O padre também é autor de 45 livros, tem cerca de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais e foi protagonista do filme “Milagre Vivo”, que conta a história da luta dele contra a doença. Segundo o Ministério da Saúde, uma doença é considerada rara quando afeta menos de 1 a cada 2 mil pessoas. A estimativa é de que cerca de 13 milhões de brasileiros convivam com algum tipo de doença rara. Padre Marlon Múcio volta a ser internado Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

FONTE: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2026/03/31/padre-marlon-mucio-deixa-hospital-apos-quadro-grave-e-segue-em-recuperacao-em-casa-gracas-a-deus.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

WhatsApp (15) 4141-1741

Anunciantes