Polícia prende suspeito de integrar quadrilha especializada no golpe do falso advogado em SP
19/03/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito de integrar quadrilha do 'falso advogado' é preso no litoral de SP
Um homem foi preso suspeito de integrar uma quadrilha especializada no golpe do falso advogado, nesta quinta-feira (19), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em pelo menos 11 estados do Brasil.
A prisão ocorreu durante a 'Operação Falso Advogado', deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio da corporação de São Paulo. Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão.
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Ao g1, o delegado da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), João Guilherme Carvalho, informou que foram realizadas 15 prisões até o momento, sendo uma em Praia Grande e as demais na capital paulista.
Do total de mandados de busca e apreensão, apenas um foi cumprido em Praia Grande, enquanto os demais ocorreram em São Paulo. Ao todo, a ação contou com 70 agentes do Distrito Federal.
De acordo com a corporação, os presos responderão pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 26 anos de prisão.
Além disso, foram realizados sequestros e bloqueios judiciais de valores do crime em contas bancárias e de imóveis dos integrantes do grupo criminoso.
Homem foi preso em Praia Grande (SP)
Polícia Civil
'Falso advogado'
A Polícia Civil informou que os suspeitos obtinham, de forma ilegal, as credenciais de advogados e acessavam processos judiciais eletrônicos, com decisões da Justiça e dados pessoais dos clientes.
Em seguida, os criminosos entravam em contato com as vítimas, identificavam-se como advogados e solicitavam dinheiro dizendo que era para pagamento de taxas e impostos.
Investigações
A DRCC identificou os integrantes da quadrilha e a estrutura do grupo por meio de vestígios cibernéticos e financeiros. Confira como era a divisão das funções do grupo criminoso:
‘puxadores’: grupo responsável pela obtenção ilegal de credenciais de advogados e extração de dados processuais;
‘montadores’: responsáveis por entrar em contato com as vítimas via aplicativo de mensagens, simulando gabinetes advocatícios;
especializados em contatos telefônicos diretos, que tinham roteiros sofisticados de histórias para induzir as vítimas a erro;
grupo encarregado da coleta e lavagem dos valores ilícitos;
fornecedores de chips telefônicos e contas bancárias.
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