Suspeito de comandar esquema que fez aposentada perder R$ 37 milhões é preso em aeroporto do Rio de Janeiro

  • 14/08/2026
(Foto: Reprodução)
Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de falsa plataforma de investimentos no RS Um dos principais suspeitos de integrar o esquema de falsos investimentos que fez uma mulher de 70 anos perder R$ 37 milhões foi preso nesta sexta-feira (14). A idosa recebeu uma herança e usou os recursos devido a promessas de lucros altos. A Polícia Civil também identificou 140 possíveis vítimas da fraude espalhadas pelo Brasil. Na quinta-feira (13), a Polícia Civil deflagrou a Operação Criptoabate, contra suspeitos de integrar a organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Dois homens foram presos, um deles do estado de São Paulo e um no Rio Grande do Sul. Dos dez alvos da operação, três foram presos e sete seguem foragidos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O homem, que não teve identidade revelada, foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Federal (PF). Ele é dono de uma das instituições financeiras investigadas pela polícia. "Nós identificamos que ele tinha uma passagem comprada para voltar do Rio de Janeiro para Santa Catarina no dia de hoje. Nós fizemos contato com a Polícia Federal, que então, no momento do embarque, executou a prisão dele", explica o delegado Eibert Moreira. Em uma conta bancária vinculada ao seu CPF, ele recebeu R$ 77 milhões. O dinheiro foi depositado logo após o golpe que fez a mulher perder todo o seu patrimônio. O suspeito é morador de Balneário Camboriú (SC). 🚨 A orientação da polícia é desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas sem credenciais verificáveis e pedidos de novos depósitos para liberar valores que já teriam sido investidos. De acordo com o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), uma das instituições financeiras investigadas movimentou, em um único dia, R$ 295 milhões. A polícia também identificou uma empresa em São Paulo com movimentação atípica de R$ 500 milhões no período. Segundo a Polícia Civil, transações suspeitas feitas pelo grupo somam R$ 30 bilhões. A fraude é conhecida internacionalmente como "pig butchering", ou "golpe do abate de porcos". A prática tem origem no sudeste asiático, em países como Laos, Camboja e Mianmar, conforme a Polícia Civil. De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações. O g1 tenta contato com os responsáveis pela TDASX, mas não os havia localizado até a última atualização da reportagem. Vítima transferiu patrimônio ao longo de 6 meses Mesmo com os avisos de seu corretor oficial, ela decidiu fazer as transferências. O convencimento ocorreu ao longo de seis meses, período em que a vítima migrou todo o seu capital de uma corretora regular para a plataforma fraudulenta. Segundo o delegado, a vítima tinha histórico de investimentos e perfil considerado agressivo, com preferência por ativos de maior rentabilidade. Conforme o delegado, além da herança, a vítima perdeu também parte da rentabilidade que já havia acumulado em investimentos anteriores feitos por meio de uma corretora que operava regularmente no mercado financeiro. 'O corretor sempre desaconselhava para que ela não fizesse esses aportes tão altos em investimentos tão arriscados, só que aí ela acabou retirando o montante que ela tinha com essa corretora, migrando então os valores para essa plataforma falsa', afirmou o delegado. Ao todo, 90 ordens judiciais foram cumpridas em três estados. Entre os investigados, segundo a Polícia Civil, estão três donos de instituições financeiras que operam conversão para criptomoeda. A polícia afirma ainda que uma gerente de uma instituição financeira tradicional e com grande credibilidade nacional e internacional foi presa. Segundo a apuração, ela era responsável por facilitar a abertura de contas operadas pelo grupo criminoso e usadas para pulverizar, em uma primeira camada, os valores transferidos pela vítima. Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados. Saldo virtual fictício, falsa comunidade de estudo e site: como era o esquema sofisticado que fez aposentada perder R$ 37 milhões Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS d

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/14/suspeito-esquema-aposentada-preso-rio-de-janeiro.ghtml


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